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Movimento pela Vida da Figueira entrega Estudo Técnico ao MPE


Paulo Zeni e a Figueira - Foto: Wender/Arquivo

Paulo Zeni e a Figueira - Foto: Wender/Arquivo

Por Wender Carbonari

Foi concluído e disponibilizado para divulgação nesta sexta-feira (14) o estudo técnico entregue ao Ministério Público Estadual, realizado por estudantes da Universidade Federal da Grande Dourados que busca comprovar o valor histórico e cultural da figueira localizada na Avenida Weimar Gonçalves Torres, esquina com a Toshinobu Katayama.

Além do estudo técnico elaborado pelos estudantes, foram entregues ao MPE os relatórios de todas as instituições envolvidas no caso: a Funced (Fundação de Cultura e Esporte de Dourados), a Semsur (Secretaria Municipal de Serviços Urbanos) e o Imam (Instituto Municipal de Meio Ambiente).

A partir do material colhido, cabe ao MPE estudar as informações presentes nos relatórios e definir seu posicionamento para dar um desfecho no caso. Isso deve acontecer apenas no final deste mês.

A necessidade de ser realizado tal estudo técnico foi definido no final do mês passado após dois dias de debates no auditório do Imam entre os advogados do proprietário do terreno, o promotor de justiça Paulo Zeni, os representantes do Instituto de Meio Ambiente de Dourados (IMAD), estudantes da UFGD, a secretária de meio ambiente, Dr. Valdenise Carbonari Barbosa, e o representante do Comdam (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente).

Relatório da Figueira da av. Weimar Torres

O estudo técnico possui 56 páginas contendo histórias sobre a figueira construídas através de entrevistas com douradenses de mais idade. É citado no documento o papel da árvore em eventos nipônicos e carnavalescos da cidade entre os anos de 1960 a 1990.

Entre as entrevistas realizadas pelos estudantes, destaca-se a conversa com a pessoa que plantou a “falsa seringueira”. A senhora Adail Rodrigues conta que plantou a muda junto a um amigo onde, até então, era sua casa. “Conforme a árvore crescia, crescia também sua proporção no cotidiano dos habitantes próximos a ela, tornando-se um ‘sujeito histórico’ da cidade de Dourados. Sendo testemunha de festividades, da rotina dos moradores e seus traços culturais”, destaca o texto.

Cederam entrevistas aos estudantes e profissionais do Movimento Pela Vida da Figueira o poeta douradense Emanuel Marinho, o Sr. Wilson Venâncio e o Jornalista e Advogado Isaac Barros que defenderam a permanência da árvore em Dourados.

Ao fim do estudo, os estudantes concluíram que “por todas as evidencias apresentadas, resta demonstrada de maneira fática e definitiva a importância social de tal árvore, não só pela imensa utilidade que já teve, talvez ainda mais pelo valor que virá a ter se pensarmos e planejarmos a urbanização de nossa cidade de maneira equilibrada, enxergando as árvores (e a natureza de maneira geral) não como um empecilho ao desenvolvimento, mas um meio de sustentação deste, como elementos que possibilitam o nosso bem-estar”.

Os manifestantes reiteram mais uma vez “o pedido ao Poder Publico Municipal e ao proprietário do terreno onde se localiza a árvore em questão, para que não a destruam, mas sim que a mantenham, conservem-na, em respeito à História do Povo de Dourados, ao Equilíbrio Ambiental Urbano, ao seu potencial de aproveitamento Sustentável, mais ainda, façam uso deste potencial”, diz os parágrafos da “conclusão” do estudo entregue ao MPE.

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