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Profissão: jornalista

Por Wender Carbonari.*

Acredito que ninguém nasce um bom jornalista. Assim como em outras atividades, é necessário estudo, experiência e dedicação. A profissão é o exercício constante e diário do conhecimento e isso não significa apenas estar bem informado. Mas uma das características principais de um bom profissional nesta área, falando dos tópicos mais importantes, é a capacidade de saber contar histórias. Claro que a coerência e a coesão textual são imprescindíveis, mas utilizar corretamente as ferramentas do nosso idioma é elementar também em outras áreas.

O jornalista é basicamente a pessoa que recebe e transmite informação constantemente. Isto vale para todos os veículos. Reporta o que viu e ouviu (e as vezes, até o que sentiu) para que outros também tenham acesso.Cabe a ele, também, a importante “missão” e selecionar o que é informação de acordo com o contexto, levando em conta a linha editorial do veículo de comunicação, o local, o público, entre outros aspectos.

Outro ponto importante (na verdade o mais importante) é a ética do profissional para o bom exercício. Alvo de discussão nos “observatórios da mídia”, a ética jornalística deve ser uma das principais aspirações do bom comunicador, afinal, trabalhamos com e para a sociedade e, em determinadas situações, podemos destruir vidas e derrubar governos.

Ética deve ser vista primeiramente como a intenção do jornalista. Não existe imparcialidade. O repórter tem que decidir se quer informar, explicar, contextualizar, ensinar, precaver, aproximar ou manipular o leitor. Este último, faz parte da característica do mau profissional.

Considero a ética o ponto mais importante para a execução do bom trabalho por que é óbvio que erros sempre vão existir. Mas creio que mais vale o jornalismo com erros ortográficos e de apuração, mas que tenha a intenção de informar e/ou formar o leitor, do que aquele de “aparência” inquestionável, porém, carregado de inverdades propositais que podem prejudicar toda a sociedade.

O jornalista que, as vezes, erra nomes dos entrevistados, perde bloquinhos, erra o tempo verbal, perde telefones e escreve assessoria com “ç”, ainda que demore, pode aprender a fazer o certo, corrigir-se e tornar-se um bom profissional. Agora, o mau caráter, esse não tem jeito, mesmo após anos de trabalho.

*Estudante de Comunicação Social com habilitação em jornalismo

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Categorias:JORNAL DEROLÉ Tags:
  1. Jessica Beatriz
    julho 3, 2012 às 3:21 am

    Ótimo texto Wender. 🙂

  2. Maryuska
    julho 3, 2012 às 4:38 pm

    Parabéns muito bom seu artigo…

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