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Candidatos à prefeitura têm planos de governo fora da realidade local

Por André Bento/Diário MS.

A disputa pelo comando da Prefeitura de Dourados motivou alguns dos candidatos a propor metas no mínimo curiosas. Dentre os planos de governo apresentados ao cartório da 43ª Zona Eleitoral e disponíveis no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), há propostas que só seriam possíveis em âmbito nacional. Dentre elas, intervenções junto ao Banco Central para regulamentação de cooperativas de crédito e até mesmo a criação de dois novos ministérios.

Esses são apenas dois dos exemplos de propostas de governo inviáveis a um gestor municipal e que constam nos planos apresentados pelos candidatos em Dourados. Tópicos do tipo são comuns ao menos no caso das coligações “Pés no chão e olho no futuro” e “Juntos por Dourados”, do médico Delane Borges (PSDC) e da radialista Keliana Fernandes (PSC), respectivamente.

Até o Artuzi achou bizarro as propostas de governo

Keliana registrou um plano de governo que prevê o desenvolvimento sustentável do município. Apesar de apresentar várias metas planejadas para a gestão local, a candidata elencou algumas ações que só poderiam ser postas em prática pelo Governo Estadual ou Federal. É o caso da intervenção junto ao BC.

“O Estado deve atuar junto ao Banco Central para mudar a regulamentação das Cooperativas de Crédito, transformando-as em sistemas abertos e com isso ampliando a participação de diversos segmentos da sociedade nas cooperativas; para liberar o acesso aos recursos do Fundo de Apoio (sic) ao Trabalhador – FAT, utilizado para custeio agrícola; e para efetivo acesso aos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste – FCO, conforme aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo Constitucional – CONDEL”, pontua como uma de suas propostas.

Já o candidato do PSDC foi ainda mais longe. Embora tenha iniciado seu plano de governo enfatizando metas aplicáveis no âmbito municipal, o médico propôs ações inviáveis para um prefeito. “No conceito do Estado necessário está contido o objetivo da promoção da administração pública racional, com a redução do atual número de ministérios”, pontua. “Na nova composição ministerial, entretanto, serão criados dois ministérios fundamentais: Ministério da Família e Ministério da Segurança Pública”, completa.

Nos planos de governo apresentados pelos candidatos Murilo Zauith (PSB) e Zé Roberto (Psol), as propostas se restringem à esfera municipal.

Todas as proposta integram os documentos de registro de candidaturas protocolizados no cartório eleitoral do município, disponíveis no site http://www.tse.jus.br/, através do DivulgaCand2012.
Junto aos planos de governo e demais documentos apresentados à 43ª Zona Eleitoral, os candidatos à Prefeitura de Dourados também estimaram o quanto pretendem gastar durante a campanha. Delane Borges apresentou o montante de R$ 2 milhões. Keliana Fernandes estimou gastar até R$ 1,5 milhão. Murilo Zauith protocolizou o teto de R$ 2 milhões, e Zé Roberto R$ 150 mil.

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