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Cicatriz

“Uma mentira muitas vezes repetidas, torna-se verdade” – Joseph Goebbels

Idoso alemão fazendo o cumprimento nazista na abertura dos jogos olímpicos de Londres no último sábado

Idoso alemão fazendo o cumprimento nazista na abertura dos jogos olímpicos de Londres no último sábado

Por Wender Carbonari.*

Todos os seres humanos que estão vivos hoje cresceram escutando nas escolas, na igreja, de seus pais e avós ou através da mídia, que o racismo extremo (se é que existe níveis de racismo) é algo do passado. Algo que está distante e enterrado na “era Hitler”. Quem assistiu com um olhar mais atendo a abertura dos jogos Olímpicos de Londres 2012, transmitido pela rede de televisão, Record, no último sábado notou algo, no mínimo, bizarro durante a entrada da delegação alemã.

Um senhor de cabelos brancos por conta da idade já avançada foi flagrado pelas câmeras do evento no momento em que fazia “Saudações Nazistas”. Parece pouco? Mas se fizermos uma rápida pesquisa no Google é possível identificar ações parecidas. Algo que parece ter ficado enterrado na história suja da humanidade, ainda traz sensação de orgulho a um número de pessoas que ainda ninguém sabe ao certo.

As grandes agências de notícias que ditam a visão de mundo de milhares de pessoas ignoram este tipo de atitude. A Olimpíada deve, pela sua natureza, ser um evento saudável. As pessoas de todo o mundo tem que acreditar nesta armação maquiada por questões principalmente econômicas e políticas.

Mas não é difícil puxar em nossas memórias a descrição de episódios racistas. Acontece sempre. Em eventos esportivos isto acaba ficando mais evidente por reunir pessoas de quase todas as partes do mundo. Chamaram uma atleta brasileira de ‘macaca’ ontem durante os jogos. Manifestações racistas no Twitter acontecem com muita frequência. Autoridades tentam barrar, esconder e esquecer este tipo de situação. Mas se está na rede, acaba vazando.

Ao contrário do que ‘informam’ as grandes agências à nós, pobres latino-americanos, o racismo nunca esteve tão evidente no mundo inteiro. Mas os ‘grandes’ é quem escolhem o que deve e o que não deve ser notícia de acordo com seus interesses. Enquanto isso estamos preocupados com uma meia dúzia que morreram num cinema nos EUA. Ou com o que vai acontecer com a tal Carminha na novela da Globo.

O racismo parece mais uma cicatriz na história humana. Ela não desaparece com o tempo. Que diga o senhor alemão na abertura dos jogos. Mas enquanto a bomba não estoura, àqueles encarregados de formar e informar ignoram tudo que está diante de seus olhos. O nome disso é comunicação social.

*Estudante de Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo

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