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Cidade modelo

Dourados é o segundo maior município de Mato Grosso do Sul. Considerado por muitos uma cidade universitária, pois abriga instituições de ensino superior que recebem estudantes do país inteiro. Uma das cidades que mais se desenvolveu nos últimos dez anos. Mesmo assim, Dourados tem vivido uma sina triste no que diz respeito aos gestores públicos que ocuparam cargos no poder legislativo e executivo nos últimos anos.

Um bom exemplo é a colocação no mínimo vergonhosa de Dourados no ranking da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), no qual divulga os salários bases dos profissionais da educação em cada município. A maior cidade do interior do Estado ocupa 59ª posição (MS tem 79 municípios). Além disso, ainda não aderiu a medida que reserva 1/3 da carga horária do professor à hora-atividade para o planejamento das aulas¹.  Dourados divide a posição com Batayporã, Camapuã, Inocência, Itaquiraí e Miranda.

Está aí a informação que os jornais O Progresso e Diário MS ignoraram. Onde os veículos tradicionais calam, os alternativos gritam – ou deveriam gritar.

A tabela completa no link abaixo:

http://www.fetems.org.br/novo/dstq.php?dstq=37

 ¹ Votado e aprovado no dia 21/12/2012 o projeto de Lei 339/2012 que trata sobre o cumprimento da Lei 11.738/2008 – hora-atividade.

Artigo – 2º – As horas-atividades da função docente em efetivo exercício em sala de aula, durante o ano letivo de 2013, corresponderão a 6 (seis) horas para carga horária de vinte horas semanais e 12 (doze) horas na jornada de quarenta horas semanais.

Paragrafo único – O diferencial decorrente da aplicação da jornada das horas-atividades, para atingir o total de 1/3 (um terço) da carga horária, será aplicado aos professores, a partir do ano letivo de 2014.

 

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Dourados, cem dias de governo

Gleice é a vice-presidente do Simted de Dourados

Gleice é a vice-presidente do Simted de Dourados

Por Gleice Barbosa*

Estamos diante de um momento crucial em Dourados. O prefeito, na semana passada, não teve coragem se quer de comemorar os 100 dias de governo, pois além de não ter o que comemorar ele ainda teria que acertar a gramática e comemorar os vários dias SEM governo.

SEM governo porque não há qualquer demonstração de empenho por Dourados; sem governo, porque neste período, apenas foram retirados direitos de funcionários (as) públicos (as).

SEM governo porque as crianças perderam o direito de terem uma recuperação escolar para suprir suas deficiências de conteúdo e ter condições de segui-los sem prejuízo de conhecimentos. Além de perderem o direito de ter acesso qualificado a educação digital.

SEM governo porque foi retirado todo o direcionamento das políticas educacionais indígenas que, antes, respeitava a diversidades culturais. Sem governo porque foi extinto o Programa de resistência as drogas e a violência – Proerd, que a mais de 13 anos existia em Dourados.

SEM governo porque a cidade está um caos, cheia de buracos nas ruas, que agora estão sendo tapados com um serviço SEM qualidade e que tem criado pequenas lombadas em toda a malha asfáltica. SEM governo, porque as boas vindas ao ano de 2013 foram dadas com uma conta altíssima de impostos para pagar, que até agora não enxergamos onde foi parar tanto dinheiro.

SEM governo porque comerciantes terão que pagar caro pelas fachadas de seus próprios estabelecimentos, sem nada em contrapartida. SEM governo, porque os postos de saúde estão SEM médicos, SEM remédio, SEM funcionários (as). SEM governo porque toda a população está SEM respeito.

SEM governo porque não tem dado a devida atenção às políticas de enfretamento a violência contra a mulher, bem como a todo o tipo de violência social. SEM governo porque quem está à frente do governo não sabe conversar e tem optado por atuar SEM diálogo e ferindo os princípios da democracia.

E poderíamos aqui elencar mais de CEM (100) SEM, mas quero aqui refletir um pouquinho sobre esta última frase a qual diz respeito à forma truculenta com que o suposto governo tem se relacionado com toda a sociedade.

Porque alguém faz a opção de decepcionar a população de uma cidade inteira, até mesmo o seu próprio eleitorado, pelo simples desejo de não dialogar? O que faz um representante do povo não ter coragem de ouvir? Porque tanto medo ou receio do diálogo?

Mais do que nunca a humanidade não pode prescindir do diálogo para buscar soluções coletivas e fortalecer a democracia. Porém dialogar requer gasto de energia, tempo, disposição e coragem para enfrentar o diferente.

Quando um governo exerce o autoritarismo para executar suas políticas e suas ideologias, ele desconsidera a diversidade de ideias de um povo. As pessoas não são iguais, não pensam iguais, não tem os mesmos sentimentos, os mesmos desejos e, portanto, quem não respeita as diferenças e não cultiva o diálogo, não pode REPRESENTAR o povo.

Infelizmente o atual governo de Dourados tem se mostrado com estas características. Tem sido desaprovado pela maioria da população, pelo simples fato de não ter a humildade de ouvir críticas. Um governo que tem medo de enfrentar o diálogo e a crítica é um governo inseguro de suas próprias ações e, portanto, um governo fraco.

Dourados, a segunda maior potência econômica do Estado, a 83 ª potência em renda e emprego do país merece um governo que tenha a coragem de administrá-la com competência.

*Vice-presidente do Simted

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