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Reforma, a palavra que incomoda os acomodados

Na tribuna da Casa de Leis, a deputada estadual Mara Caseiro (PT do B) avaliou que o plebiscito desmoraliza o Congresso Nacional. Para ela, os eleitores já votaram em seus representantes e compete aos deputados e senadores elaborar e apresentar a proposta.

“Será que nós não temos deputados competentes para fazer a reforma política que estamos precisando? Propor esse plebiscito é dizer que não estamos sabendo votar, escolher nossos representantes. Isso é uma desmoralização ao Congresso, à nossa classe política, e temos que dizer não a isso”, disparou.

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Por Wender Carbonari

A deputada Mara Caseiro fez tais questionamentos, mas nas próprias perguntas acabou respondendo-os. Realmente o Congresso está desmoralizado. É mais que óbvio que não estamos sabendo votar – ou que as eleições não são eficazes. Parece bem fácil de perceber que nossos representantes não nos representam de fato.

O que há hoje é uma democracia do dinheiro. Onde aqueles que possuem mais investimentos privados (firmados através de parcerias recheadas de interesses) ganham a cadeira, principalmente no Congresso Nacional. A Reforma Política, que começa a obter andamento já com um plebiscito para colher as opiniões populares, é o reflexo mais importante das manifestações dos últimos dias.

Os que são contra, é porque estão com medo. Apenas isso. Medo porque a intenção da reforma é realmente democratizar, de início, o sistema eleitoral. Quem perde? Provavelmente os políticos sem conteúdo, sem discurso e sem projetos que ocupam cargos através do comércio de votos. Aqueles que passam o mandato sem apresentar projeto, sem subir na tribuna, depois se reelege com os votos dos “esquecidos”. Faz muitas promessas como se fosse a primeira eleição, se elege de novo e junta mais dinheiro. É o ciclo do atraso.

A reforma política, primeiramente, deve alterar a forma de financiamento de campanha e o modelo de voto para os parlamentos. Se será eficaz, ou não, não é possível saber. Mas convenhamos que do jeito que está não agrada.

Tá na hora de haver no país cada vez mais pessoas que vote com consciência e, mais do que isso, acompanhe os trabalhos nos anos de mandato. Vamos começar agora? Então é só analisar a opinião da deputada Mara.

É simples, quem quer mudança, apoia as reformas.

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